Blog do Bruno

"A dúvida é desagradável, mas a certeza é ridícula." – Voltaire

ICBMs

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Exemplo real de multiplas ogivas caindo no mar, durante um teste.

Múltiplas Ogivas caindo no mar durante um teste real de ICBMs (clique para ampliar)

Os mísseis e foguetes são, desde o seu surgimento, avaliados e apreciados pelo seu valor no campo militar. São rápidos, relativamente baratos, com alcances variados – e o mesmo valendo para sua carga útil. Posso dizer que seu auge de destruição são os ditos ICBMs (Intercontinental Ballistic Missiles – Mísseis Balísticos Intercontinentais). Esses podem acertar qualquer algo na face da Terra, e mais importante, podem contém múltiplas ogivas de natureza termonuclear. Na prática, um ICBM pode atacar várias cidades, com uma força arrasadora. Basicamente falando, um ICBM é lançado em trajetória elíptica, seguindo para quase fora da nossa atmosfera, e libera no fim da sua ascessão uma ou várias ogivas em direção aos seus alvos. Essas ogivas são pequenas, e extremamente velozes: atingem 4km/s antes do impacto. Inicialmente, era apenas uma ogiva. Mas atualmente, falam-se de até 10 por ICBM. Cada ogiva pode ser 25 vezes mais poderosa do que a de Hiroshina, o que significa um impacto tremendo para os alvos.

Como funciona um ICBM

Fases de Funcionamento de um ICBM (clique para ampliar).

No auge da Guerra Fria, conflito entre os EUA e a URSS (e respectivos aliados), a capacidade de destruição que lado poderia impor ao adversário era – em certos momentos – várias vezes superior à necessária para destruir todos o seres humanos. Era posto em prática a Destruição Mútua Assegurada, que trata-se de uma doutrina militar que prega, em caso de guerra nuclear em escala total, a destruição garantida do atacante e do defensor. Isso, para muitos, garantiu que uma Terceira Guerra Mundial jamais ocorre-se, pois seria puro suicídio. Se um dos lados notasse possibilidades de “perder menos”, ou de conseguir neutralizar as capacidades ofensivas e defensivas do rival num dado instante, a Guerra Fria poderia ter culminado nas vias de fato. Nesse contexto, os ICBMs seriam as verdadeiras armas do Holocausto Nuclear e, para isso, deveriam ser muito bem guardados – como em silos subterrâreneos, fortemente blindados. Assim, em caso de impacto direto, ou nas regiões ao redor, eles ainda poderiam ser lançados, garantindo que o defensor tenha capacidade de retaliação.

Sabendo tudo isso, devemos agradecer o bom senso dos líderes mundias em não terem partido para um conflito aberto. Se bem que dizer “bom senso” é exagero, pois como é possível considerar sensato produzir e estocar armas capazes de aniquilar com o planeta inteiro?

Escrito por Bruno

27/10/2009 em 10:46 AM

Publicado em Guerra

Sonhos – Akira Kurosawa

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Ontem assisti esse filme do Kurosawa. São vários contos, que envolvem sonhos e pesadelos do Kurosawa. As atuações são muito boas, e há – pelo que notei – uma relação entre alguns dos contos. Quem conhece esse diretor sabe que todos seus filmes são carregadíssimos de emoções, e esse não é excessão. Como um sonho, o filme chega a ser psicodélico algumas horas. Recomendo!

NOTA FINAL: 4/5

Escrito por Bruno

30/09/2009 em 10:26 PM

Publicado em Filmes

Gandhi

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Hoje assisti esse filme fantástico! Ele conta a vida de Mohandas Karamchand Gandhi, desde a sua vida na África do Sul, até sua morte. Só precisa ter tempo, e paciência para alguns, pois o filme dura pouco mais de 3 horas. Tudo isso compensa, pois é de uma narrativa cativante, até mesmo chocante. Eu, particularmente, nem notei as 3 horas passarem… Ah! O filme conquistou 8 Oscars, mas isso não significa necessariamente coisa alguma, pois essa “Academia” de Hollywood é mais política que outra coisa. Para aqueles que gostam de cinema, arte, recomendo que assistam ao menos uma vez na vida essa obra prima.

NOTA FINAL: 5/5

Escrito por Bruno

23/09/2009 em 12:53 PM

Publicado em Filmes

Eutanásia

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Imagine que você sofreu um acidente e vai ficar imóvel o resto da sua vida, só pode mexer as pálbebras. Será que não pensaria em se matar? Afinal, tudo que você fazia nessa vida, não será mais possível. Bem, há pessoas nesses estados, ou até piores que, SIM, pensam em deixar esse mundo. Qualquer pessoa sensata concordaria com esse direito, afinal, é suposto que somos “donos dos nossos narizes”. Porém, não é tão simples assim.

Hoje, por exemplo, morreu Christian Rossiter, de 49 anos. Ele havia entrado na justiça australiana com o pedido de poder acabar com sua vida. O pedido foi aceito, e todos os profissionais que tratavam tiveram permissão de atender seu pedido de não ser mais alimentado nem receber água. Christian era tetraplégico, e se dizia como “um prisioneiro em meu próprio corpo” – segundo suas próprias palavras. De acordo com o governo Australiano, ele teria de ficar nesse estado até ter morte natural, mas jamais por opção própria e com participação de terceiros. É claro que suicídio não é tido como ilegal, mas os enfermeiros que cuidavam dele seriam enquadrados na lei como criminosos por ajudá-lo a morrer. Sinceramente, é – ao meu ver – um absurdo.

Escrito por Bruno

21/09/2009 em 9:27 PM

Batman: O Cavaleiro das Trevas

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Sábado assisti pela TV à cabo o mais novo filme do Batman.  Durou 152 minutos, ou seja, bem longo considerando a média de 90 minutos que se nota nos filmes. Trata-se de um filme mais sombrio, tenso, pesado. Pode-se dizer que consegue passar até desespero ao telespectar em certas partes, principalmente naquela parte dos dois navios prestes a se explodirem (assistam o filme e entederão!).

O personagem do Batman ficou só bom, nada mais que isso. Pessoalmente, não gosto do Christian Bale representando esse papel, muito pelo fato de não se mostrar “sombrio” o suficiente, nem mostrar “classe” o  bastante para se passar pelo Bruce Wayne. Quanto ao Coringa… INCRÍVEL! De fato, o falecido Heath Ledger mostrou pra que veio: foi uma das melhores atuações que eu já vi. Ele mostra a loucura, a insanidade, o descaso, tudo num pacote só. Esse Coringa chega a dar medo! Ah!, não posso me esquecer de citar o Morgan Freeman (representando o Lucius Fox), pois é um cara fodástico (embora o papel era secundário, hahahahaha!) – e também o Michael Caine (como Alfred), pelos mesmos motivos.

O filme no geral é muito bom, considerando que é uma adptação dos quadrinhos para o cinema. Isso é de fato é mais uma amostra que Hollywood perdeu um pouco da criatividade ultimamente, pois a moda agora é fazer filmes sobre HQs, video games…

NOTA FINAL: 4/5

Escrito por Bruno

21/09/2009 em 11:38 AM

Publicado em Filmes

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