Arquivo para setembro 2009
Sonhos – Akira Kurosawa
Ontem assisti esse filme do Kurosawa. São vários contos, que envolvem sonhos e pesadelos do Kurosawa. As atuações são muito boas, e há – pelo que notei – uma relação entre alguns dos contos. Quem conhece esse diretor sabe que todos seus filmes são carregadíssimos de emoções, e esse não é excessão. Como um sonho, o filme chega a ser psicodélico algumas horas. Recomendo!
NOTA FINAL: 4/5
Gandhi

Hoje assisti esse filme fantástico! Ele conta a vida de Mohandas Karamchand Gandhi, desde a sua vida na África do Sul, até sua morte. Só precisa ter tempo, e paciência para alguns, pois o filme dura pouco mais de 3 horas. Tudo isso compensa, pois é de uma narrativa cativante, até mesmo chocante. Eu, particularmente, nem notei as 3 horas passarem… Ah! O filme conquistou 8 Oscars, mas isso não significa necessariamente coisa alguma, pois essa “Academia” de Hollywood é mais política que outra coisa. Para aqueles que gostam de cinema, arte, recomendo que assistam ao menos uma vez na vida essa obra prima.
NOTA FINAL: 5/5
Eutanásia
Imagine que você sofreu um acidente e vai ficar imóvel o resto da sua vida, só pode mexer as pálbebras. Será que não pensaria em se matar? Afinal, tudo que você fazia nessa vida, não será mais possível. Bem, há pessoas nesses estados, ou até piores que, SIM, pensam em deixar esse mundo. Qualquer pessoa sensata concordaria com esse direito, afinal, é suposto que somos “donos dos nossos narizes”. Porém, não é tão simples assim.
Hoje, por exemplo, morreu Christian Rossiter, de 49 anos. Ele havia entrado na justiça australiana com o pedido de poder acabar com sua vida. O pedido foi aceito, e todos os profissionais que tratavam tiveram permissão de atender seu pedido de não ser mais alimentado nem receber água. Christian era tetraplégico, e se dizia como “um prisioneiro em meu próprio corpo” – segundo suas próprias palavras. De acordo com o governo Australiano, ele teria de ficar nesse estado até ter morte natural, mas jamais por opção própria e com participação de terceiros. É claro que suicídio não é tido como ilegal, mas os enfermeiros que cuidavam dele seriam enquadrados na lei como criminosos por ajudá-lo a morrer. Sinceramente, é – ao meu ver – um absurdo.
Batman: O Cavaleiro das Trevas

Sábado assisti pela TV à cabo o mais novo filme do Batman. Durou 152 minutos, ou seja, bem longo considerando a média de 90 minutos que se nota nos filmes. Trata-se de um filme mais sombrio, tenso, pesado. Pode-se dizer que consegue passar até desespero ao telespectar em certas partes, principalmente naquela parte dos dois navios prestes a se explodirem (assistam o filme e entederão!).
O personagem do Batman ficou só bom, nada mais que isso. Pessoalmente, não gosto do Christian Bale representando esse papel, muito pelo fato de não se mostrar “sombrio” o suficiente, nem mostrar “classe” o bastante para se passar pelo Bruce Wayne. Quanto ao Coringa… INCRÍVEL! De fato, o falecido Heath Ledger mostrou pra que veio: foi uma das melhores atuações que eu já vi. Ele mostra a loucura, a insanidade, o descaso, tudo num pacote só. Esse Coringa chega a dar medo! Ah!, não posso me esquecer de citar o Morgan Freeman (representando o Lucius Fox), pois é um cara fodástico (embora o papel era secundário, hahahahaha!) – e também o Michael Caine (como Alfred), pelos mesmos motivos.
O filme no geral é muito bom, considerando que é uma adptação dos quadrinhos para o cinema. Isso é de fato é mais uma amostra que Hollywood perdeu um pouco da criatividade ultimamente, pois a moda agora é fazer filmes sobre HQs, video games…
NOTA FINAL: 4/5
StG44 – o pai do AK47

- StG44
StG44 (Sturmgewehr 44 – Rifle de Assalto 44) foi o pai do extremamente popular AK47. Desenvolvido na Alemanha na Segunda Guerra Mundial, seguiu a “sacada” dos especialistas alemães sobre as guerras modernas. Segundo eles, os embates tenderiam a ser urbanos, e não mais em ambientes predominantemente rurais, como foi a Primeira Guerra Mundial. Assim, segundos seus estudos, a maior parte dos combates se dariam a até 500 metros, na maioria das vezes.

Rifle de ferrolho da Segunda Guerra
Para garantir sua letalidade, a munição escolhida também se tornou revolucionária. Antes do StG4, as armas possuiam calibres de rifle (7.92x57mm Mauser, por exemplo), com bastante pólvora e capazes de velocidades altas e alcances superiores às 800 metros, e calibres de pistola (9x19mm Parabellum, por exemplo), com pouca pólvora, menores velocidade e alcance – beirando 200 metros. O que os projetistas alemães fizeram, foi combinar o recuo pequeno de uma pistola, com o poder de um rifle. Assim, fizeram um cartucho de rifle mais curto, o 7.92x33mm Kurz (“Curto”, em alemão). Assim, poderiam ter um arma com capacidade de sustentar fogo automático, com recuo moderado, e ainda ser leve e de fácil manuseio.

AK47
Os alemães sabiam que o volume de fogo é essencial numa guerra moderna, pois, sendo superior nesse quesito, o inimigo sofre supressão e têm suas ações limitadas, não podendo se mover livremente sem correr riscos de ser alvejado. Esse pensamento explica o emprego de armas de alta cadência de tiros no campo de batalha. O exemplo claro era a metralhadora MG42 (da qual irei falar sobre num artigo futuro, assim espero!), que sustentava até incríveis 1.500 tiros por minuto. O StG44 foi desenvolvido seguindo essa linha de pensamento, permitindo seleção entre fogo automático, para curtas e médias distâncias, e semi-automático, para longa distância. Ambos os modos de tiro permitiam cadência de disparos (variando entre 500-600 tiros/minuto) superiores aos rifles de ferrolho (vide figura acima), que eram as armas mais comuns a serem usadas durante a guerra.
O emprego no campo de batalha mostrou que a teoria estava certa. O sucesso foi imediato, e muitos generais alemães faziam incessantes pedidos de “novos rifles”. Porém, por ter sido desenvolvida perto do fim da guerra, a indústria alemã não era capaz de atender à demanda, e o StG44 era entregue em quantidades limitadas, geralmente a unidades de elite no front, como era o caso das SS. Os inimigos também conheceram as qualidades do rifle, passando – ao fim da guerra – a obter as cópias dos projetos do armamento e modificando de acordo com suas necessidades. Um exemplo foi o rifle de assaulto AK47.
Como curiosidade fica o fato do StG44 ser capaz de montar acessórios interessantes, como uma mira telescópica e (pasmem!) uma mira para visão noturna inventada também pelos alemães (mais informações sobre esse tipo rudimentar de visão noturna, acessem esse LINK – em inglês):

Mira telescópica

Mira de visão noturna!