ICBMs
Os mísseis e foguetes são, desde o seu surgimento, avaliados e apreciados pelo seu valor no campo militar. São rápidos, relativamente baratos, com alcances variados – e o mesmo valendo para sua carga útil. Posso dizer que seu auge de destruição são os ditos ICBMs (Intercontinental Ballistic Missiles – Mísseis Balísticos Intercontinentais). Esses podem acertar qualquer algo na face da Terra, e mais importante, podem contém múltiplas ogivas de natureza termonuclear. Na prática, um ICBM pode atacar várias cidades, com uma força arrasadora. Basicamente falando, um ICBM é lançado em trajetória elíptica, seguindo para quase fora da nossa atmosfera, e libera no fim da sua ascessão uma ou várias ogivas em direção aos seus alvos. Essas ogivas são pequenas, e extremamente velozes: atingem 4km/s antes do impacto. Inicialmente, era apenas uma ogiva. Mas atualmente, falam-se de até 10 por ICBM. Cada ogiva pode ser 25 vezes mais poderosa do que a de Hiroshina, o que significa um impacto tremendo para os alvos.
No auge da Guerra Fria, conflito entre os EUA e a URSS (e respectivos aliados), a capacidade de destruição que lado poderia impor ao adversário era – em certos momentos – várias vezes superior à necessária para destruir todos o seres humanos. Era posto em prática a Destruição Mútua Assegurada, que trata-se de uma doutrina militar que prega, em caso de guerra nuclear em escala total, a destruição garantida do atacante e do defensor. Isso, para muitos, garantiu que uma Terceira Guerra Mundial jamais ocorre-se, pois seria puro suicídio. Se um dos lados notasse possibilidades de “perder menos”, ou de conseguir neutralizar as capacidades ofensivas e defensivas do rival num dado instante, a Guerra Fria poderia ter culminado nas vias de fato. Nesse contexto, os ICBMs seriam as verdadeiras armas do Holocausto Nuclear e, para isso, deveriam ser muito bem guardados – como em silos subterrâreneos, fortemente blindados. Assim, em caso de impacto direto, ou nas regiões ao redor, eles ainda poderiam ser lançados, garantindo que o defensor tenha capacidade de retaliação.
Sabendo tudo isso, devemos agradecer o bom senso dos líderes mundias em não terem partido para um conflito aberto. Se bem que dizer “bom senso” é exagero, pois como é possível considerar sensato produzir e estocar armas capazes de aniquilar com o planeta inteiro?

Fala! Hoje pensei. Como será que anda o blog do Pêra. Vim vr e não é que tem um post de mísseis! Hahhahaa. Algumas coisas nunca mudam…
Saudades cara!
Abraço
Leandro
07/11/2009 em 11:54 PM